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| 18/12/2009 |
A dor

“A verdade é que a dor – ou melhor dizendo, as dores – são as nossas companheiras inseparáveis, com as quais, gostando ou não, aprendemos a conviver durante nossas vidas. Há dores de cabeça, dores na coluna, dores nas articulações. Elas decorrem de doenças variadas, algumas crônicas e terríveis, outras passageiras, felizmente. Não me atrevo a tentar escrever sobre a fisiologia da dor, ou do seu papel para ajudar a identificar os diferentes males que atingem os pobres humanos. Faltam-me competência e conhecimento para isso. Admito, porém, dentro da minha pobre ignorância, que elas são sintomas e manifestações, e não propriamente os problemas. Não importa. Todo mundo sabe como é difícil e duro sentir a dor, seja ela qual for. Já ouvi muitas vezes que a função da medicina é aliviar as dores, se não for possível curá-las totalmente. E assim tem sido ao longo do tempo, e os remédios e medicamentos – alopáticos, homeopáticos, fitoterápicos ou naturais – buscam cumprir esse objetivo maior. Cada pessoa pode contar suas dores. Eu mesmo, que posso considerar-me um privilegiado, uma vez que minha saúde é excelente, já passei pela dramática experiência das cólicas renais, fruto de algumas malditas pedrinhas nos rins. Quando elas teimam em mexer-se, a dor é imensa. E conseqüência da imperícia em cortar minhas unhas dos pés, ou talvez o desmazelo de não procurar um podólogo competente, já sofri muito quando elas encravam e enchem-se de pus. Mas a dor é persistente e teima em surgir nos momentos menos apropriados: as mulheres sabem bem o que é o parto. É um fenômeno natural, não associado a nenhuma disfunção ou doença, mas que traz grande sofrimento no momento maravilhoso na vida de qualquer mãe. Ou, ainda no campo feminino, poder-se-ia mencionar as TPMs mensais, provenientes da normalidade do ciclo ovulatório. Há ainda a dor dos atletas, aqueles que têm o prazer de praticar esportes. Mas custa também fazê-lo, não só pela exposição a riscos de acidente, como também pela fadiga muscular e outros problemas que assolam os pobres corredores, nadadores ou jogadores de futebol. Eu poderia ir além e complicar ainda mais as coisas ao falar das dores da alma e do coração. A vida prega peças e traz problemas a cada esquina: a morte de alguém próximo, a indiferença, ou pior, a traição da mulher amada, a frustração no emprego e no trabalho, e por aí afora. É preciso ter espírito forte para resistir a esses trancos, dos quais ninguém escapa e que acontecem dia após dia machucando e ferindo. O que fazer, então, senão resignar-se a sofrer e a sentir dores todos os dias do ano? Talvez a saída seja pensar que, além das dores, há também os prazeres. Que tal imaginar um delicioso banho de mar, um jantar romântico repleto de delícias, ou um elogio e conquista no trabalho? Assim como as dores, os prazeres e alegrias também existem, e são constantes. Ainda bem, não é mesmo?”
Escrito por Polonius às 23h21
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| 16/12/2009 |
A tequinologia do abraço
Aos meus amigos e leitores de fé, de sangue e de coração, meu mais caloroso abraço. 
Por um matuto mineiro
O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia...
- É... das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço.
O abraço num tem jeito di um só aproveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha... Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia... Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva... Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria... Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém... Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é, qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu... Mas, iêu sei! Foi um isprito bão de Deus qui mi contô..... Iêu vô contá procêis u qui foi que l mi falô: O abraço é bão pur causa do Coração... Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!... I o coração do ôtro é massargiado tamém! Mas num é só isso, não... Aqui tá a chave do maió segredo de tudo: É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!... INTONCE...
Escrito por Polonius às 13h08
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| 14/12/2009 |
Amor próprio

Escrito por Polonius às 14h46
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| 10/12/2009 |
Incoerências

SOMOS incoerentes muitas vezes, em nossas atitudes, pensamentos e análises. Descrevo abaixo situações ilógicas, sendo algumas até injustas: 1 – O CAVALO ganha a corrida; o dono é quem recebe o prêmio. 2 – A COZINHEIRA faz o bom tempero; os louvores merece-os a patroa. 3 – O FILHO do pobre é amarelo; o do rico é pálido. 4 – O POBRE se embriaga; o rico se diverte. 5 – A PIADA do chefe é interessante e desconhecida; a do subordinado é sem graça e velha. 6 – A VISITA do rico é oportuna e desejada; a do pobre é intempestiva e desprezada. 7 – O MÉDICO é um santo, quando trata; é um demônio, quando manda a conta. 8 – O ADVOGADO é o maior, quando ganha a questão; é um desonesto, quando cobra os honorários. 9 – A SENTENÇA do juiz é luminosa e justa, quando favorável; cheia de erros e iníqua, quando desfavorável. 10 – SE O TIME ganha, os jogadores atuaram bem; se perde, o técnico orientou mal. 11 – O JUIZ de futebol é imparcial, quando nosso clube ganha; ladrão, quando perde. 12 – ERRO de sábio é engano; o do inculto, burrice. 13 – RECEBEMOS ato de gratidão porque fizemos noventa e nove favores; somos esquecidos e criticados porque deixamos de fazer o centésimo. 14 – DO COLEGA que sobe, lembramos até a cor dos olhos; do colega que fracassa, esquecemos até o nome. 15 – O LIMÃO, que devia ser maior, é menor; a lima, que devia ser menor, é maior. 16 – A CORDA, que devia ser fina, é grossa; o cordão, que devia ser grosso, é fino. 17 – FILHO de rico é engraçado; de pobre, é metido. 18 – RICO fica estressado, pobre fica louco. 19 – MULHER rica, se mal vestida, é simples; se pobre, é molambenta. 20 – ADOLESCENTE delicado, se rico, tem distúrbio glandular; se pobre, é veado. 21 – QUEM joga e perde é viciado; quem joga e ganha é abortado. 22 – RICO teimoso tem personalidade; pobre, tinhoso. 23 – SENDO pouco o castigo, irrita; sendo muito, amansa. 24 – O ESQUECIMENTO no moço é distração; no velho, é esclerose. 25 – NA MOCIDADE, deixamos o vício; na velhice, o vício nos deixa. 26 – DISENTERIA de rico é distúrbio intestinal; de pobre, é diarréia. 27 – RICO morre enfraquecido; pobre morre tuberculoso. 28 – POBRE grosseiro é mal educado; rico é temperamental. 29 – DA RICA se diz: está grávida; do pobre, está barriguda. 30 – CARRO velho de rico é fora-de-linha; de pobre é “pau veio”. 31 – Rico, quando baixo, é de pouca estatura; pobre, é pintor de rodapé. 32 – MOÇO quando tropeça está apressado; velho está gagá. 33 – FESTA de rico é baile; de pobre, é forró. 34 – ESPIRITISMO de rico é ciência; de pobre, é macumba. 35 – POBRE magro é sinal de fome, rico, é índice de esbelteza. 36 – POBRE, quando furta, é ladrão; rico, é esperto.
Escrito por Polonius às 12h32
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| 03/12/2009 |
Princípio do vácuo

“Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles? Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta? Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo? E dentro de você? Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos? Não faça isso. É antiprosperidade. É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem a sua vida. É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja. Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades. Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais. A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida. Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar. Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência. É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades. Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida: * primeira, você não confia no amanhã e, * segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis. Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você! As pessoas são solitárias porque constroem paredes ao invés de pontes.” Essa última passagem é perfeita. Pessoas solitárias constroem paredes, quando deveriam construir pontes para obterem ligações com seus semelhantes… É óbvio, porém, poucos colocam em prática,parece-me que alguns têm medo de ser solidários, enquanto outros, medo da solidariedade.
Escrito por Polonius às 21h42
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| 01/12/2009 |
Deficiência na comunicação

“A comunicação é o caminho pelo qual você traduz às pessoas seus sentimentos, gostos, desgostos, opiniões, solicitações. Você fala com as palavras, com o corpo, com expressões, com o tom de voz, etc. A comunicação é um conjunto de sinais que lhe permite interagir com o mundo. Grande parte das dificuldades nos relacionamentos acontece pela falta ou inadequada comunicação. Quando você pensa, interpreta seu pensamento e o coloca em palavras ou gestos para se comunicar, porém, quando sua interpretação é distorcida, sua comunicação torna-se deficiente, ou seja, a pessoa não compreende o que você quer dizer. A maioria dos casais, normalmente, tem o mesmo objetivo, mas, no momento em que se comunicam acabam discutindo, agredindo-se ou até distanciando-se por problemas de interpretação. Por exemplo: um marido fala alto com sua esposa, por ter sido criado em um ambiente assim. A esposa, por sua vez, interpreta distorcidamente esse tom de voz como uma agressão e por este motivo se afasta. Quando ela se afasta, o marido interpreta, distorcidamente, como rejeição, fala ainda mais alto e assim sucessivamente. Com os nervos à flor da pele começa uma discussão que pode até terminar em separação. Para comunicar-se eficazmente é necessário observar a linguagem do outro e adaptar-se a ela, ou seja, fale na linguagem do outro. A responsabilidade do entendimento da comunicação é de quem comunica.”
Escrito por Polonius às 11h26
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| 29/11/2009 |
Ser bom
Ser bom não quer dizer ser conivente, fechando os olhos ao que não presta e aprovando, por fraqueza ou covardia, as atitudes erradas de pessoas queridas ou importantes. Ser bom é, antes de mais nada, amar e ter a coragem da verdade, abominando a mentira e a hipocrisia, denunciando erros e enquadrando os que erram. As crianças precisam aprender, na experiência dos adultos, que o certo é bom e que o errado é reprovável. Caso contrário, engrossarão as fileiras dos indecisos e covardes.
Escrito por Polonius às 15h13
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| 25/11/2009 |
30% ou 70%

Observe a natureza. Tudo é 30% ou 70%, sempre. Assim, também, coisas boas e coisas ruins. Por exemplo, observe um edifício com vários andares e compare com o mundo. No edifício podemos constatar que 70% dos moradores são pessoas boas que trabalham, lutam e vivem sua vida ajudando quando podem, entretanto, existem 30% dos moradores que fazem o mal , estes são os mais vistos e comentados . No mundo, 70% mares (água salgada), e 30% rios (água doce). O ser humano é 70% água e 30% material orgânico. Observe sempre a natureza e terás respostas para tudo. As pessoas más se evidenciam sempre. Assista uma novela e veja que 70% do elenco é composto de pessoas boas, mas todos que assistem, se fixam nas 30% ruins. Para mudar sua visão no mundo, concentre-se nas coisas boas e as ruins desaparecerão como que por milagre da sua vida .
Escrito por Polonius às 16h23
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| 21/11/2009 |
A lição da carpintaria

Conta-se que certa vez uma estranha assembléia teve lugar em uma carpintaria. Foi uma reunião das ferramentas para tirar as suas diferenças. O martelo assumiu a presidência da reunião, com arrogância. Entretanto, logo foi exigido que ele renunciasse. O motivo? É que ele fazia ruído demais. Passava o tempo todo golpeando, batendo. Não havia quem agüentasse. O martelo aceitou a sua culpa, mas exigiu que também fosse retirado da assembléia o parafuso. É que ele precisava dar muitas voltas para servir para alguma coisa. Com isso, se perdia tempo precioso. O parafuso aceitou se retirar, desde que a lixa igualmente fosse expulsa. Era muito áspera em seu tratamento. E, além do mais, vivia tendo atritos com os demais. A lixa se levantou e apontou os defeitos do metro. Ele igualmente deveria sair do local, porque sempre ficava medindo os demais conforme a sua medida. Por acaso, ele estava achando que era o único perfeito? Enquanto assim discutiam, entrou o carpinteiro. Colocou o avental e iniciou, feliz, o seu trabalho. Tomou a madeira e usou o martelo, o parafuso, a lixa e o metro. Depois de algumas horas, a madeira grossa e rude do início tinha se transformado em um lindo móvel. Ele contemplou a sua obra, elogiou e saiu da carpintaria. Bastou fechar a porta, para as ferramentas retomarem a discussão. Contudo, o serrote com calma falou: Senhores, foi demonstrado que todos temos defeitos. Mas também pudemos observar, nas últimas horas, que todos temos qualidades. Foi exatamente com as nossas qualidades que o carpinteiro trabalhou e conseguiu criar uma obra de arte, um móvel muito bem acabado. Então, todos concordaram que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza. O metro era preciso, exato em suas medidas. Sentiram-se como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram-se felizes com seus pontos fortes e por trabalharem juntos. A mesma coisa acontece com os seres humanos. Quando as pessoas buscam pequenos defeitos nos demais, a situação se mostra negativa e tensa. Ao buscar perceber os pontos positivos dos outros, é quando florescem os melhores lucros para as relações dos seres humanos. Encontrar qualidades é, portanto, uma tarefa a que nos devemos dedicar, pois ela é capaz de inspirar todos os êxitos humanos. *** Se você está disposto a ser uma pessoa produtiva no bem, otimista, criadora, comece a cultivar a sua capacidade de descobrir as virtudes nas pessoas. Comece dentro do seu lar. Observe quantas qualidades positivas tem seu irmão, sua esposa, seu marido, sua sogra. Com certeza você se surpreenderá. Depois, aumente a sua pesquisa e olhe para o seu vizinho, o colega de trabalho, as pessoas que lhe servem todos os dias: o motorista de ônibus, o cobrador, a moça do caixa do supermercado, a atendente da farmácia. Ao fim do dia, você terá descoberto que esse imenso mundo de Deus está repleto de pessoas boas, de qualidades preciosas, prestativas e amigas. E você terá se enriquecido de paz.
Escrito por Polonius às 13h12
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| 20/11/2009 |
Feliz aniversário!!!

“Um momento especial de renovação para minha alma e meu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano. Desejo a mim, um ano cheio de amor e de alegrias. Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas. Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes. Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus. É ser grato, reconhecido, forte, destemido. É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo; Parabéns a mim nesse dia tão grandioso em que completo 60 anos.”
Escrito por Polonius às 01h32
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| 17/11/2009 |
Como se já não houvesse brotos
“Como uma pedra que rolasse o penhasco até que arrancasse toda a pele. Como se, então, um vulcão entrasse em erupção entornando lava incandescente. Como se já não houvesse brotos e o desejo fosse um jardim florido. Como se de um ventre ressecado do tempo decorrido, tendo cumprido seu ciclo, fosse cobrada fertilidade. Como uma mãe dividida entre dois filhos, um amante entre dois amores, um sonhador entre dois sonhos. Como numa encruzilhada e a placa indicando: desconhecido. Como se encontrasse um tesouro e não tivesse como levar consigo. Como uma bússola que perdesse o norte ou um farol que se apagasse. Como se pudesse ser feliz fazendo o contrário do que pede o coração.”
Escrito por Polonius às 18h39
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| 15/11/2009 |
Fé que constrói fidelidade

“A fé e a confiança são as construtoras da fidelidade em nós. Quem atua em sua vida orientando-se na virtude da fidelidade sentir-se-á estável”
Escrito por Polonius às 22h20
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| 12/11/2009 |
Os primeiros sinais de depressão
A depressão que dói no corpo. Dor de barriga, nas têmporas, nas costas, esses podem ser os primeiríssimos sinais de que alguém está prestes a mergulhar de cabeça em um quadro depressivo, alertam os médicos. 
• Depressão: entenda esse mal • Encare a tristeza • Ioga contra depressão e ansiedade Há boas chances de um sintoma físico aparecer muito antes de a tristeza profunda ficar estampada na cara da vítima de depressão e ela não conseguir mais esconder sua perda de interesse pelo mundo exterior. Hoje os cientistas sabem: o quadro depressivo tende a emergir na forma dos mais diversos tipos de dor no corpo. E não confunda isso com um processo de somatização, em que distúrbios emocionais produzem mal-estar orgânico. Nada disso. Não se trata de algo como uma sugestão da mente entristecida sobre o organismo. "Trata-se, sim, de um fenômeno eminentemente bioquímico", põe os pingos nos is Renato Sabbatini, neurofisiologista da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista.
"Os circuitos que a depressão ativa são íntimos de regiões do sistema nervoso, inclusive o autônomo, que comanda o funcionamento dos órgãos", explica Sabbatini. Ricardo Alberto Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, emenda: "Cerca de 60% dos casos da doença são associados a males orgânicos, a maioria deles acompanhada de dor".
De que maneira uma alteração na massa cinzenta repercute no corpo e, ao mesmo tempo, interfere na alegria de viver? Os cientistas apontam o dedo acusador para o mau funcionamento da serotonina, da noradrenalina e da dopamina. O trio de neurotransmissores, fundamental na regulação do humor, circularia com menos eficiência entre os neurônios de um deprimido e isso dificultaria a transmissão de milhares de mensagens químicas. E aí, em um efeito dominó, outras falhas de comunicação apareceriam. "A ausência dessas substâncias prejudica diversas áreas, inclusive as responsáveis por inibir dores", explica Telma Gonçalves de Andrade, especialista em psicofisiologia da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Assis, também no interior de São Paulo.
O sistema imunológico é outro afetado. "Os deprimidos correm um risco três ou quatro vezes maior de adoecer", conta Sabbatini. Também pode acontecer de uma série de doenças aproveitar a brecha criada pelos neurotransmissores. Ou seja, quem de repente passa a ficar doente com muita freqüência não deve se conformar com a velha explicação: ah, isso é estresse. É preciso refletir se não existe algo mais profundo (e tristonho) por trás. O sono é mais um que acusa prejuízos quando o cérebro está deprimido. Sabe-se que a ausência de serotonina atrapalha o adormecer, mas esse não é o único ponto. O desbalanceamento químico por trás do transtorno emocional afeta todo o ciclo circadiano, ou seja, o relógio que regula o funcionamento do organismo ao longo das 24 horas. Assim, a pessoa perde a sincronia com o meio ambiente, afetando a quantidade e, principalmente, a qualidade das horas dormidas.
Os médicos querem divulgar cada vez mais aos leigos e aos próprios colegas que nem sempre melancolia é depressão. "Tristezas fazem parte da vida", lembra Sabbatini. Ao mesmo tempo, nem sempre a depressão se enquadra no retrato da pessoa arrasada, trancafiada no quarto, muda... Ela pode estar escamoteada nos tais sintomas físicos - em casos raros, a angústia nem chega a brotar, só as dores do corpo é que afloram e ficam sem alívio até a cabeça ser tratada. Com antidepressivos ou tratamento clínico.
No mês passado, a Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), em parceria com o Instituto Ibope, promoveu na capital paulista a pesquisa "Investigando a Depressão". O intuito, mais do que mapear a prevalência do mal na cidade, é verificar por meio de questionários a porcentagem de indivíduos provavelmente deprimidos que relatam dores físicas. E, deles, quantos estão longe de ligar o malestar à enfermidade da mente. A depressão já ocupa o quarto lugar no ranking das causas globais de incapacidade. Até 2020 deverá ser a segunda. Por isso, a idéia é rastrear a população e descobrir onde estão suas próximas vítimas - antes que deixem de sair de casa, trabalhar, conviver com a família e os amigos.
Além de remédios, os especialistas apostam na psicoterapia - seja a cognitiva comportamental, que estimula o deprimido a deixar de lado pensamentos destrutivos, seja a interpessoal, que identifica situações de conflito para aprimorar a capacidade de o paciente interagir e aliviar o abatimento. "Estudos de neuroimagem comprovam que a eficácia desses tratamentos é similar à dos remédios", revela Helena Maria Calil, professora titular de psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo e presidente da Abrata. Quando a depressão é tratada corretamente, diga-se, o ânimo volta e as dores, onde estiverem, esvaecem.
Escrito por Polonius às 12h38
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| 08/11/2009 |
O Triunfo do Ser Humano (Prem Rawat)

Alguma vez você ouviu alguém dizer: “Você não vai acreditar no que aconteceu comigo”? Nós ouvimos isso e pensamos: “Essa pessoa vai me contar algo, mas por que ela diz: “Você não vai acreditar no que me aconteceu”? A palavra-chave é acreditar, porque se você tivesse estado lá saberia, e não teria de acreditar. Tudo bem acreditar, mas você dá mais importância do que ela merece. O saber merece esse crédito que você dá à crença. O saber é certeiro. É claro. Sem ambiguidades, nem hipóteses. É isso o que acontece. Mas, quando você não sabe, é suficiente acreditar? Posso imaginar, muito tempo atrás, uma pessoa no alto de uma montanha, olhando as estrelas, se perguntando: “Quem sou eu? Por que estou aqui? Do que se trata tudo isso?” Eu as denomino as perguntas. Embora, desde aqueles tempos, tenha havido uma miríade de religiões, livros, histórias, ideias, filosofias, guerras, contemplação, invenções, exploração do espaço, essas perguntas persistem. Elas são feitas por todo ser humano, de uma forma ou outra. Talvez sejam feitas em momentos de dificuldade ou em tempos de abundância, mas são feitas. Até que elas sejam respondidas pessoalmente, de uma forma clara e concisa, você não irá entender sua necessidade por paz, a necessidade de ser feliz. Uma vez que você compreenda que seu anseio por paz é inato – não aprendido –, você vai persistir na busca. Afinal de contas você veio a este mundo e um dia vai partir. E você conta com um sistema de crenças. E quer tenha coragem ou não de ouvi-lo, eu tenho a coragem de lhe dizer que você está aqui para experimentar o céu. Você sempre acreditou que o céu fosse algo possível só depois da morte, se formos bons. Você aprendeu isso. O desejo por paz, de ser feliz, por alegria – ninguém precisou lhe ensinar. Você tem isso desde que era um bebezinho. Você recebeu um corpo – a mais completa máquina de experimentação. É tudo o que ela faz ao longo do dia: “Uau. Lindo. Quente, frio, macio”. Se fôssemos fazer uma lista de sons, cheiros, sabores, dos toques que ela pode apreciar – seria uma lista imensa. Você dispõe de uma coisa incrível chamada vida. Inesperadamente pode se movimentar. Pode compreender. Dançar. Sorrir. Chorar. Pensar. Sentir. Tudo isso acontece ao mesmo tempo e, enquanto estiver vivo, você pode reconhecer. E, quando souber, a paz vem, a verdadeira alegria emerge. Sua vida tem que evoluir em torno do conhecer – não do simplesmente crer. Clareza. Sua vida tem que evoluir a partir desse desejo do coração, de seu interior, de querer conhecer. O que é necessário para sua vida? As pessoas fazem todo tipo de esforço: “Tenho de fazer isso, tenho de fazer isso”. Até que ocorre uma tragédia e elas perdem tudo. Então dizem: “Só quero ser feliz”. Talvez é assim que deva ser. A base para a construção de suas realizações deveria começar com a conquista da paz, da alegria. Construa nela uma torre tão alta quanto quiser, e ela nunca irá cair, pois está construída sobre uma estrutura sólida. Está vinculada à coisa mais estável em sua vida. Você está cuidando do que é essencial em sua existência. Por isso, ter gratidão é algo natural. Não é uma crença: “Acredito que estou feliz”. A verdade não é alguma coisa misteriosa no topo de uma montanha. A verdade dança em você. A clareza não é algo que você tenha que escavar em uma mina de ouro. Clareza e entendimento não estão enterrados em algum lugar; estão dentro de você. Precisam ser descobertos. Precisam ser convidados para sua vida. Precisam ser chamados; precisam ser nutridos, ser verdadeiramente convidados e bem-recebidos. Todas as respostas que você quer estão dentro de você. Toda a riqueza que você quer está dentro de você. Toda a sabedoria dos tempos está em seu interior. Compreenda, aceite – descubra tudo isso que está dentro de você. Quando você experimenta essa alegria em sua vida, é algo especial. E, quando você experimenta paz, é o triunfo do ser humano. Você venceu todas as guerras. Foi bem sucedido. No momento em que você sente paz, você cumpriu o seu destino.
Escrito por Polonius às 19h28
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| 05/11/2009 |
Combata a tensão e os problemas orgânicos decorrentes
A hiper-reflexão ou excessiva auto-observação, a vida agitada de hoje, a crise socioeconômica, o fato de ter de assumir uma responsabilidade (casamento, profissão, dirigir uma empresa...), tudo isso, além de causar cansaço mental e de deixar a pessoa desencorajada para enfrentar os obstáculos da vida, leva o organismo a um acúmulo de tensão, “implodindo” na forma de doenças: hipertensão, males cardíacos, insônia, problemas de coluna, enxaqueca, alergia, tremores nas mãos, suor frio... A tensão e os males orgânicos dela decorrentes podem ser combatidos com exercícios simples de relaxamento e desbloqueamento, levando a pessoa a reencontrar seu equilíbrio. Ao levantar inspire profundamente e expire suavemente pela boca, várias vezes, plenificando-se da energia da vida. Continue assim, mesmo quando já estiver começando algumas atividades. Sugiro que, pelo menos uma hora antes de dormir, você faça alguns movimentos corporais e respiratórios energéticos (sopre o ar para fora com força várias vezes) para “queimar” a energia da tensão contida nos músculos. Depois aos poucos vá diminuindo a intensidade dos movimentos, tornando-os mais suaves e lentos. Ademais do relaxamento, necessitamos dar a cada coisa seu tempo. Não misturemos as coisas. Resolvamos os problemas na hora certa, num horário marcado para isso; entretanto, procuremos esquecê-los ou deixá-los de lado. Isto torna-se mais fácil quando estamos dispostos a aceitar a realidade.
Escrito por Polonius às 12h57
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