
Prepotência, inveja e orgulho geralmente caminham juntos. Quando eles dominam uma pessoa, esta perde até a noção da moral, e vai, inconscientemente, mergulhando nas águas pútridas da ignominia e da maldade, onde os olhos não mais enxergam, e a alma, enlameada, acaba por ser coberta pela camada podre da indignidade, do egoísmo vesgo da insensibilidade animalesca, portanto, desumana.


Não se apavore quando sentir que a vida lhe vai correndo para a velhice. Um dia você foi criança, quando outros, ao seu redor, já eram adultos. Hoje, você deixou os tempos de criança para traz. O que fez? Cresceu. Viveu.
Não tenha medo. Envelhecer não é ruim, quando se pode olhar o passado com dignidade.
Terrível, isto sim, é ter vivido sem crer na vida eterna. Muito pior ainda, é envelhecer sem o dom da esperança que nos mostra aqueles horizontes infinitos da bondade de Deus.
“Os dias passam-se, e cada vez mais percebemos um mundo solitário formando-se ao nosso redor.
As pessoas não se conhecem e nem se preocupam umas com as outras e as relações são todas instantâneas; o prazer é imediato e não necessita de conquistas.
Não há tempo para degustar-se o sabor de um beijo, um abraço, apenas engole-se tudo isto sem mastigar-se, e por mais incrível que pareça não há engasgo; tudo é tão habitual que não há surpresas diante destas cenas.
O vizinho é apenas o “cara que mora ao lado” e o colega de trabalho (ou de escola) apenas alguém que trabalha (estuda) no mesmo lugar que você.
...O grande “barato” é “ficar”, e quanto mais, melhor; o nome do “fulano”, não importa, o que interessa é se ele era bonito; e depois? Ah, depois a gente escolhe um melhor ainda, porque, “meu bem, a fila anda!”.
Tudo tem que ser rápido e prático, dentro ou fora da cozinha, troca-se a massa feita artesanalmente pelas “mamas” por embalagens de “miojo” e “lasanha de microondas”.”