
Paupérrimos infelizes são os que passam pela vida zombando, negando, trapaceando amizades, tentando enganar o próximo. Eles ignoram que na agenda de Deus todos os atos são rigorosamente assinalados. Felizes, portanto, os que vivem no mundo da poesia, da bondade e do amor, da caridade e da fraternidade. São essas criaturas que ajudam as falanges espirituais a preparar o amanhã da humanidade, aquela que virá com muito afeto e compreensão, enflorando a vida com mais calor, formando a Luz, que afastará totalmente a sombra.
A juventude não é um período da vida: ela é um estado de espírito, um efeito da vontade, uma qualidade da imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez, do gosto da aventura sobre o amor ao conforto. Não é por termos vivido um certo número de anos que envelhecemos; envelhecemos porque abandonamos o nosso ideal. Os anos enrugam o rosto; renunciar ao ideal, enruga a alma.
As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são inimigos que lentamente nos inclinam para a terra e nos tornam pó antes da morte. Jovem é aquele que se admira, que se maravilha e pergunta, como a criança insaciável: e depois? Que desafia os acontecimentos e encontra alegria no jogo da vida. És tão jovem quanto a tua fé. Tão velho quanto a tua descrença; tão jovem quanto a tua confiança em ti e a tua esperança, tão velho quanto o teu desânimo. Serás jovem enquanto te conservares receptivo ao que é belo, bom, grande.
Receptivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito.